quinta-feira, 30 de julho de 2026

Sonhos fantásticos

 Aqui está uma versão revisada e organizada do texl

Na noite passada, sonhei novamente com ela. Desta vez, aparentava ter entre 16 e 17 anos, com sua pele bem clara. No entanto, havia algo diferente: notei algumas pequenas marcas e espinhas no rosto dela, algo que nunca tinha visto em outros sonhos. Ela estava no fundo de um estabelecimento, atrás de um balcão, enquanto uma criança atendia na frente. Mesmo assim, ela me dava atenção e me explicava o trajeto até o sítio.

No próprio sonho, minha percepção de mim mesmo também mudou. Eu me via alto, magro, vestindo uma túnica ou blusa comprida que caía abaixo da cintura, quase até os joelhos. Eu tinha a capacidade de voar; bastava soltar o corpo. Despedi-me das pessoas ao redor e fiz um voo baixo e curto. Em vez de subir até as nuvens, pousei do outro lado, entrando em uma casa com a porta semiaberta. A luz entrava suavemente, iluminando o chão de terra batida. Parecia ser o local onde ela morava, o que me causou estranheza, pois imaginava que ela estivesse apenas de passagem.

É impressionante como certos sonhos trazem à tona lembranças antigas. Percebo que esses episódios costumam acontecer com mais frequência nas épocas de frio, especialmente nesta transição de clima à medida que avançamos para agosto. Com o cansaço do dia e a mudança do tempo, a mente resgata imagens da infância.

Lembrei-me de quando era muito pequeno e vi algo parecido com um passarinho minúsculo — não era uma mariposa, pois conheço bem o inseto — que pulava de flor em flor. Tentei capturá-lo de todas as formas, sem sucesso. Outra recordação viva é o pasto que ficava acima de casa. Corríamos por lá para colher plantas que chamávamos de "painha", que mais tarde descobri serem dentes-de-leão. Elas tinham sementes brilhantes como pérolas. Colhíamos em quantidade e levávamos para casa, para que minha mãe usasse como enchimento de travesseiros.

Ao refletir sobre esses relatos, fica a sensação de como a mente humana é complexa. Os sonhos misturam fantasia, sensações de diferentes lugares e memórias adormecidas, criando narrativas muito particulares. E, frequentemente, à medida que tentamos analisar ou raciocinar sobre esses detalhes ao acordar, as imagens vão se dissipando rapidamente da memória.


Gosto de escrever este blog, e nele que gravo lembranças,mas tenha certeza que futuras gerações vão pouco importar com ele, e provavelmente seria tratado  apenas como reflexões de uma época.


Nenhum comentário:

Postar um comentário